Condomínios Sustentáveis

Muitos ainda não se conscientizaram para a importância de ações como a transformação do lixo em adubo orgânico, a reutilização da água e a reciclagem do óleo de cozinha. Essas ações, além de auxiliarem na preservação do meio ambiente, reduzem gastos e geram verba extra para a administração do empreendimento.

Um estudo do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Califórnia) mostrou que telhados e fachadas pintadas de cores claras, como branco, areia ou gelo, ajudam a combater o aquecimento global. De acordo com o estudo, cada 10 metros quadrados de telhado ou superfície pintado na cor clara equivalem à economia de uma tonelada de gás carbônico em equipamentos funcionais da edificação. Coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, já as de cor clara refletem até 90% da luz solar. Sendo assim, no caso de fachadas e telhados não ecológicos, o calor é transmitido para toda a edificação, fazendo os moradores utilizarem muito mais o ar-condicionado, emitindo mais gases e gerando custos extras de energia.

São várias, e muitas vezes simples, as ações sustentáveis que podem auxiliar diretamente na preservação do meio ambiente, além de resultar em redução de gastos e gera verba excedente para investimentos ou manutenção do condomínio. Dentre elas, está o aproveitamento da água de chuva, que pode ser utilizada para regar jardins e limpeza da área comum. O sistema é bastante simples, basta coletar a água das calhas no telhado do prédio e armazena-la em cisternas que pode ser instalada em uma área livre do domínio, passando por um sistema de filtragem. Já as chamadas águas de uso nobre (banho e pias) podem ser reutilizadas em lavagem de pisos, descargas, entre outros, contribuindo para a conservação de um recurso natural essencial. Para tanto, é necessária a implantação de uma estação de tratamento de água. Ambas as ações resultam em diminuição da conta de água e esgoto.

Mais uma atividade indicada é a compostagem, processo que transforma a matéria orgânica do lixo em adubo. A compostagem evita o despejo de materiais em aterros sanitários, o que diminui a poluição do solo também reduz o custo com transporte de lixo, custo na manutenção dos jardins e na compra de adubo.
Já o óleo de cozinha se torna um dos grandes vilões para o meio ambiente caso despejado na rede de esgoto. Por não ser biodegradável, ele causa entupimentos, polui rios e contamina o meio ambiente, além de ser uma prática proibida pela legislação vigente no Brasil. Os empreendimentos devem fazer uma campanha junto aos condôminos para que o óleo de cozinha seja separado e destinado para venda ou troca por produtos de limpeza. Após o processo de reciclagem, o óleo pode servir para a geração de biodiesel, ração animal, sabão ou fabricação de tintas.

Todas as lâmpadas do condomínio devem ser o LED, já que reduzem o consumo de energia em até 90% quando comparadas às incandescentes, além de terem uma durabilidade estimada em 30 vezes mais. Áreas como garagens, escadarias e halls devem possuir sensores de presença, evitando que esses ambientes fiquem com as luzes acesas durante longos períodos desnecessariamente.

De olho num mercado cada vez mais efervescente voltado à sustentabilidade, é possível encontrar uma grande variedade de produtos e sistemas que viabilizam redução de custos, minimizam gastos de água e energia, entre outras soluções sustentáveis.

Por Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH, administrador de empresas especializado em recursos humanos, para o portal Folha da Região.

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