Inteligência emocional é a competência mais importante para um profissional

O termo Inteligência Emocional é, há anos, muito explorado por revistas, programas de televisão e livros de autoajuda, que tentam explicar sobre a relevância disto para a carreira profissional. É unanimidade entre os especialistas a sobressalência sobre o quociente de inteligência e os conhecimentos técnicos, porém, a grande maioria dos profissionais, erradamente, continuando insistindo em priorizar o ganho de conhecimento técnico sobre o treinamento da mente.

 

Isso mesmo, a mente pode e deve ser treinada. Como as demais habilidades, a Inteligência Emocional pode ser desenvolvida através de técnicas. Realizar exercícios físicos para cuidar do corpo é uma constante em nossa sociedade atual, diga-se de passagem, uma decisão acertada, tornando o ser humano mais saudável e colaborando com sua saúde mental, deixando-o menos estressado e facilitando a fluidez de sua Inteligência Emocional. Porém, o trabalho constante com um terapeuta é, muitas vezes, mal interpretado, subjugado como algo para pessoas com problemas. Se a mesma lógica fosse seguida, só pessoas com problemas físicos deveriam fazer academia.

 

Alguns que estão lendo este artigo devem estar pensando que já realizaram ou pretendem realizar um trabalho de coaching. Sendo assim, já trabalharam ou irão trabalhar a mente, já que o coaching tem uma importância enorme nesse processo. Porém, não podemos nos iludir que em apenas 10 ou 15 encontros nossa mente será alterada totalmente para os próximos 10 anos. Voltando para a analogia dos exercícios físicos, seria a mesma coisa que imaginar que realizar seis meses de esporte regularmente vai lhe trazer benefícios físicos para os próximos 10 anos.

 

Gosto de fazer analogias com exemplos mais simples de visualizar. Nessa linha, até alguns anos atrás, os clubes de futebol concentravam suas energias, única e exclusivamente, em melhorar o desempenho físico de seus atletas. Nos últimos anos, boa parte do investimento deriva para preparar a mente do atleta em busca de melhores resultados. A grande maioria dos jogadores de futebol profissional, em um treinamento cotidiano, quando está frente a frente com o goleiro, faz o gol com facilidade, mas poucos conseguem fazer o mesmo em um jogo oficial. Chamam isso de frieza, que é a capacidade de pensar com clareza sobre pressão, denominado no mundo corporativo de inteligência emocional.

 

Voltando para o mercado de trabalho, a habilidade da Inteligência Emocional irá lhe trazer ganho no relacionamento com os demais membros da equipe e com os clientes, proporcionando melhor interação e comunicação eficaz. Além de lhe proporcionar sobriedade para tomar as decisões necessárias. O profissional com boa Inteligência emocional, sabe lidar com a pressão, dominando suas emoções. Entre suas principais vantagens está a capacidade de automotivação e de motivar os demais.

 

Exposta a importância da inteligência emocional, o passo seguinte é: como desenvolvê-la? Primeiro e principal passo é ter autoconhecimento, como já abordado anteriormente, um psicólogo e/ou um coaching ajudam muito nesse processo. Porém, se faz necessário voltar a atenção constantemente para si, se auto analisar em suas escolhas e ações, tentando entender o motivo de cada coisa. Duas outras práticas eficazes são: solicitar feedback constante de colegas de trabalho e amigos e ler textos e livros conceituados sobre o assunto.

 

O autoconhecimento é 50% do caminho, os outros 50% gira em conseguir colocar em pratica os pontos identificados de melhora. Para isso, é necessário um grande esforço, pois mudar hábitos muito provavelmente seja a maior dificuldade do ser humano. Para mudar um hábito é necessário treino, muito treino. Você se esforçará tanto para realizar algo que não é habitual, esse esforço será de 100% nas primeiras vezes, depois ele vai caindo em seu grau de dificuldade, até que isso se torna um hábito. Podemos lembrar da dificuldade que todos temos de aprender a dirigir, ou até mesmo, quando somos bebês, de ir ao banheiro. Estes exemplos provam, que esforços que já foram de 100%, se tornaram ações mecânicas, com 0% de dificuldade.

 

Ricardo Karpat é Diretor da Gábor RH, administrador de empresas especializado em recursos humanos.

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